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Pouso Alegre e Varginha consolidam força do empreendedorismo e impulsionam a economia do Sul de Minas

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Polos econômicos da região somam mais de 29 mil Microempreendedores Individuais ativos, apresentando densidade de formalização superior à média do estado de Minas Gerais

Importantes motores do desenvolvimento regional no Sul de Minas, os municípios de Pouso Alegre e Varginha ocupam posições de destaque na formalização e na geração de renda em Minas Gerais. Levantamento com base em dados do Portal do Empreendedor e da Receita Federal, revela que as duas cidades somam 29.179 Microempreendedores Individuais (MEIs) ativos, reafirmando o protagonismo do setor terciário no interior mineiro.

Pouso Alegre ocupa a 18ª posição no ranking estadual, com 15.148 MEIs formalizados. Em termos proporcionais, o município registra 93,43 MEIs para cada mil habitantes (9,34% da população local). Já Varginha aparece na 19ª posição de Minas Gerais, contabilizando 14.031 microempreendedores, uma proporção de 97,66 MEIs por mil habitantes (9,77% da população). Ambas as cidades superam o indicador médio do estado, que é de 86,6 MEIs por mil habitantes.

Vocação para Serviços e Comércio
Assim como o panorama geral de Minas Gerais, a atividade formal dos pequenos negócios no Sul do estado é amplamente dominada pelo setor terciário. Em Pouso Alegre, os setores de serviços e comércio respondem, juntos, por 79,0% do total de registros. O segmento de serviços lidera isolado no município, com 57,80%, seguido pelo comércio (21,20%), construção civil (11,80%), indústria (9,00%) e agropecuária (0,30%).

Em Varginha, a dinâmica é bastante semelhante: serviços e comércio concentram 79,93% dos microempreendedores. O setor de serviços abrange 59,35% das inscrições ativas, o comércio representa 20,58%, enquanto a construção civil (10,32%), a indústria (9,44%) e a agropecuária (0,32%) completam a estrutura produtiva municipal.

Perfil dos Empreendedores e Formas de Atuação
O perfil demográfico dos MEIs nos dois municípios reforça a predominância de pessoas em plena idade produtiva. As faixas etárias entre 21 e 50 anos concentram 74,28% dos registros em Pouso Alegre e 72,67% em Varginha. Em ambas as cidades, a faixa dos 31 aos 40 anos é a mais representativa (29,24% em Pouso Alegre e 28,20% em Varginha). Na divisão por gênero, observa-se a maioria masculina nas duas localidades, alcançando 58,77% em Pouso Alegre e 55,56% em Varginha.

Em relação aos canais de atendimento e atuação, as modalidades presenciais ainda são majoritárias, embora o ambiente digital venha se consolidando como um pilar essencial. Em Pouso Alegre, 32,17% dos MEIs possuem estabelecimento fixo, 26,08% atuam porta a porta ou de forma itinerante e 21,03% operam pela internet. Em Varginha, o funcionamento em estabelecimento fixo responde por 30,16%, a atuação porta a porta/itinerante representa 23,23% e a internet registra 22,50% da preferência. “O crescimento do número de MEIs demonstra que o empreendedorismo continua sendo uma importante alternativa de geração de renda e inclusão econômica. O programa permitiu que milhões de trabalhadores saíssem da informalidade, passassem a ter acesso à proteção previdenciária e conquistassem melhores condições para desenvolver seus negócios”, destaca o economista Henrique Braga.

Desafios e Educação Empreendedora
Apesar dos expressivos números registrados no estado e nos municípios do interior, a análise aponta pontos de atenção. A sustentabilidade fiscal do programa permanece como um desafio central, dado que cerca de 38% dos MEIs mantêm suas contribuições previdenciárias em dia. “O MEI estimula o empreendedorismo, amplia a arrecadação, fortalece o comércio e os serviços e cria oportunidades em praticamente todos os municípios do estado. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de políticas permanentes de capacitação, acesso ao crédito e incentivo à inovação”, reforça o economista Henrique Braga.

O estudo conclui que a continuidade da expansão com qualidade passa necessariamente por ações de suporte técnico e capacitação. “O fortalecimento do MEI passa pela educação empreendedora. Quanto maior o acesso à informação, gestão financeira e inovação, maiores são as chances de crescimento desses negócios, de geração de empregos e de desenvolvimento econômico regional”, pontua Braga.