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Defesa perde contato com brasileira presa por tráfico na Tailândia antes de possível soltura

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Falta de assistência consular dificulta acompanhamento de Mary Hellen Coelho Silva, de Pouso Alegre (MG), segundo advogada. Família e defesa buscam advogado no país.

A defesa de uma jovem de 25 anos, natural de Pouso Alegre (MG), presa por tráfico internacional de drogas na Tailândia em 2022, afirma enfrentar dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação dela no país asiático. Segundo a advogada responsável pelo caso, o contato com Mary Hellen Coelho Silva tem sido praticamente inexistente desde o início deste ano.

De acordo com a defesa, a comunicação era feita anteriormente por chamadas de vídeo com intermediação da embaixada brasileira. No entanto, esse suporte teria sido interrompido, o que, segundo a advogada, tem dificultado o repasse de informações essenciais tanto para a equipe jurídica quanto para a família.

A situação é considerada ainda mais delicada devido aos desafios comuns em casos internacionais, como barreiras de idioma, diferenças nos sistemas jurídicos e o fuso horário. Sem o apoio consular, a defesa afirma que o acompanhamento do processo se tornou limitado.

A defesa também aponta que a ausência de suporte consular “agrava substancialmente os desafios já inerentes ao caso”, como a barreira linguística e as diferenças culturais e jurídicas.

O Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil em Bangkok, informou que acompanha o caso e presta assistência consular à brasileira desde 2022, quando foi notificado.

Segundo a pasta, o atendimento segue as diretrizes da Convenção de Viena sobre Relações Consulares e do Regulamento Consular Brasileiro, e inclui visitas periódicas, oferta de auxílio material quando necessário e contato contínuo com as autoridades prisionais para acompanhar a situação de Mary Hellen.

O ministério destacou ainda que a atuação consular é baseada na legislação nacional e internacional. Por questões de privacidade e em cumprimento à Lei de Acesso à Informação, o Itamaraty não divulga dados pessoais de brasileiros atendidos nem detalhes específicos sobre o tipo de assistência prestada.

O último contato com a jovem ocorreu em novembro do ano passado. Na ocasião, segundo a defesa, ela havia conseguido uma redução significativa da pena após apresentar bom comportamento no sistema prisional, incluindo benefícios relacionados a multas. Ainda restava a análise de um último pedido, protocolado em dezembro de 2025.

Segundo a advogada, a brasileira foi beneficiada com o chamado Perdão Real em relação à multa, além de outros perdões que contribuíram para a redução da pena. A previsão, na época, era de que o cumprimento total da pena ocorresse já no início deste semestre.

A expectativa da defesa é de que o cumprimento da pena seja concluído ainda em 2026, possivelmente no primeiro semestre. Diante da falta de informações recentes, a família e a equipe jurídica buscam alternativas para acompanhar o caso mais de perto.

Uma das medidas em estudo é a contratação de um advogado que atue diretamente na Tailândia, seja de forma particular ou voluntária. Para isso, familiares iniciaram uma mobilização para arrecadar recursos que viabilizem a contratação do profissional.

A defesa informou ainda que busca um advogado correspondente no país asiático para “superar o bloqueio informativo, garantir o acesso aos autos e viabilizar o acompanhamento da fase final do cumprimento da pena”.

Segundo a nota da advogada, a prioridade no momento é obter informações oficiais que garantam o retorno seguro da brasileira ao Brasil ao fim da pena, cuja previsão segue para este ano, possivelmente ainda neste semestre.

A advogada também afirmou que seguirá adotando todas as medidas jurídicas necessárias para “superar a inércia consular e garantir os direitos fundamentais da cidadã brasileira”.