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Zema reafirma candidatura a presidência e descarta filiação ao PL

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O governador Romeu Zema (Novo) passou por Pouso Alegre e outras duas cidades do Sul de Minas nesta segunda-feira, 16. A passagem do político pela região ocorre seis dias antes de sua despedida da chefia do Executivo estadual. No domingo, 22, ele renuncia ao mandato e o transfere para seu vice, Mateus Simões (PSD), ficando com o caminho livre para concorrer à presidência da República.

Em Pouso Alegre, Zema foi recebido pelo prefeito Coronel Dimas (Republicanos) e seu vice, Igor Tavares (PSD). Os anfitriões, que há quatro dias recebiam o ministro petista Camilo Santana para inauguração da Unifei, fizeram sala para o governador no Marques Plaza Hotel, onde empresários, lideranças da sociedade civil organizada e políticos de toda a região se espremeram para o adeus com um forte clima de campanha e um rigoroso esquema de credenciamento.

Como tem feito em suas perambulações em meio à sua franca pré-campanha, Zema repisou a máxima de que sua candidatura à presidência é inarredável e independe de seu desempenho nas pesquisas. Na última sondagem do Datafolha, por exemplo, realizada no início de março, a melhor pontuação do mineiro em um hipotético primeiro turno foi de 5%.

Alheio aos números, apontou para o retrovisor: “em março de 2018 eu tinha 1%. Quinze dias antes da eleição, tinha 7% ou 8% e terminei em primeiro lugar com 42%. Eleição é imprevisível. Continuarei candidato até o final”, pontuou, relembrando sua primeira e inesperada eleição para o governo de Minas.

Como azarão, Zema disse que pretende, ao menos, causar constrangimento na classe política. O repertório é conhecido e não teme os chavões. Mesmo depois de 8 anos à frente do governo de Minas, Zema ainda tentará se vender como antissistema.

“Quero mostrar que sou um candidato que não tem o rabo preso. Eu acho um absurdo o Brasil gastar 6, 7 bilhões por ano com o Fundo Partidário e o Fundo Eleitoral. Esses fundos perpetuam candidatos já eleitos. Fala-se tanto em distribuição de renda. Vamos começar os políticos a distribuir os recursos do fundo. Pergunte pra eles se concordam com essa minha proposta”, disse em entrevista à emissora EPTV.

Não perdeu a oportunidade de tirar uma casquinha da crise no Supremo Tribunal Federal, num aceno certeiro ao bolsonarismo. Classificou os recentes episódios da corte suprema como ‘pouca vergonha’.

Zema descarta aliança com PL de Flávio Bolsonaro e complica Simões

De todo o repertório já esperado, Zema fez pelo menos uma afirmação com gravidade eleitoral imediata. Ele descartou qualquer chance de aliança com o PL de Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno da eleição presidencial.

“Nunca houve e provavelmente não haverá nenhum convite formal a mim ou ao Partido Novo, porque o meu posicionamento é que eu levarei a minha pré-campanha e campanha até o final. Eu sou um pré-candidato diferente dos demais, eu não tenho carreira política e o Brasil precisa ter sua política oxigenada”, projetou.

Se concretizado o cenário apontado pelo político, é improvável que ele consiga fazer seu sucessor no Palácio Tiradentes. Atrás nas pesquisas, Mateus Simões depende que a direita mineira feche questão em torno de seu nome para ser competitivo. O cenário, cada vez mais improvável, passaria, necessariamente por uma aliança com o PL, que, por óbvio, não quer Zema tirando votos de Flávio na corrida pelo Planalto.

Com informações: Rede Moinho 24