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Início Política Rafael Simões faz acordo para evitar condenação criminal e tentar anular inelegibilidade

Rafael Simões faz acordo para evitar condenação criminal e tentar anular inelegibilidade

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Após assumir publicamente que realmente desviou seringas e medicamentos do HCSL para tratamento de gado em sua fazenda, político pagará à Justiça pouco mais de R$ 4,4 mil e prestará serviços comunitários. O deputado também tenta acordo na esfera cível para se livrar de vez da inelegibilidade

O deputado federal e ex-prefeito de Pouso Alegre Rafael Simões (União) fez um acordo de não persecução penal com o Ministério Público Federal (MPF) e confessou desvios de medicamentos no Hospital das Clínicas Samuel Libânio para utilizar em seus bovinos, entre os anos de 2014 e 2017,  quando era presidente da fundação mantenedora da unidade de saúde, naquele que ficou conhecido como o “Caso das Agulhas”. O acordo foi homologado pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) em 17 de dezembro do ano passado.

Com a confissão, Simões evita que a condenação na esfera criminal seja consumada – ele havia sido condenado, em setembro do ano passado, a 2 anos e oito meses de prisão pelo TRF6. A partir do acordo, o político fica obrigado apenas a fazer pagamento pecuniário no valor de R$ 1.500, reparação do dano causado no valor de R$ 3.942,40, além de prestar serviços comunitários pelo período de um ano.

O acordo feito também vale para as outras duas rés do caso: Sílvia Regina, que à época dos fatos era diretora do hospital e hoje é secretária de Saúde em Santa Rita do Sapucaí, e Renata Lúcia Guimarães Risso, que à época era coordenadora de compras do Samuel Libânio.

Após passar anos negando que havia cometido algo ilícito enquanto esteve à frente da FUVS, mantenedora do Hospital Samuel Libânio, o acordo firmado em dezembro,  livra Rafael Simões da inelegibilidade na esfera criminal, mas o político também foi condenado pelo TRF6 por improbidade administrativa. Trata-se de um processo que corre sobre o mesmo caso na esfera cível. Mantida a decisão, Simões ainda estaria virtualmente inelegível por se tratar de condenação em segunda instância, mas o político também está em tratativas com o Ministério Público Federal para firmar um acordo no processo cível. Se o acordo sair, Simões se livraria de vez da inelegibilidade, ficando livre para concorrer à reeleição para deputado federal.