Anúncio:
Camara abr 01
Banner face
Anúncie Aqui Topo
Início Cotidiano Prefeitura anuncia asfaltamento da estrada do Pantano

Prefeitura anuncia asfaltamento da estrada do Pantano

Primeira etapa das obras prevê que pavimentação chegará até o bairro do Cajuru

0
332
Anúncio:
Camara abr 01
Banner face
Anúncie Aqui Topo

Um dos assuntos mais co­mentados pelos vereadores tanto da base governista co­mo os de oposição na sessão desta terça-feira, 13, na Câma­ra Municipal, foi sem sombra de dúvidas, o anúncio da pa­vimentação asfáltica da es­trada do Pantano.

Uma das maiores aspira­ções dos moradores do dis­trito do Pantano e áreas adja­centes começou a se realizar no domingo (11/03). Em ceri­mônia realizada em praça pú­blica da localidade, o prefeito Rafael Simões assinou a or­dem de serviço para início da primeira etapa da pavimenta­ção da Estrada Municipal Ve­reador Braz Pereira de Morais.

Essa etapa vai da ponte sobre o Rio Mandu até o bairro Cajuru, uma extensão de 810 metros. A pavimentação será em piso pré-moldado de concreto intertravado. A obra  será executada com recursos 100% do município e está orçada em R$1.092.000,00.

A empresa CCP Comércio e Construções Planejadas será a responsável por esta etapa da obra e  após a assinatura da ordem de serviço os trabalhos foram iniciados. O prazo de conclusão é de 90 dias.

O prefeito Rafael Simões destacou que havia  projeto de governos anteriores que es­timava valores altíssimos ne­ces­sários para executar a obra de pavimentação da estrada do Pantano, e que dificilmente seria concretiza­da devido a esses valores. Essa mesma obra, será concluída através  do sistema de asfal­tamento a frio, através do consórcio mantido pela AMARP (Associação dos Mu­nicípios do Alto Rio Pardo) e não vai ultrapassar os R$5 milhões.

A viabilidade da aplicação do sistema de asfaltamento a frio naquela localidade  tem sido questionada por verea­dores da oposição, que cobram estudo de viabilidade da obra e questionam o valor total.

“Se em apenas 800  metros foi orçado em R$1 milhão como é que praticamente 14 quilômetros vai ser feito com R$4 milhões”, questionou um vereador.

“É preciso que fique claro que não somos contra o as­faltamento da estrada do Pan­tano. É uma reivindicação an­tiga e justa dos moradores que há anos esperam pela pavi­men­tação daquela importan­te estrada, via de escoamento da produção agrícola daquela região, mas é preciso clareza nas informações. Precisamos saber se este sistema de asfal­tamento vai aguentar o gran­de fluxo de veículos pesados que passam por ali. Afinal, é dinheiro público que está sendo empregado naquela obra”, finalizou o vereador.

Arlindo Motta Paes (PSDB) rebateu os questionamentos do vereador e afirmou “Não haverá um morro sequer na zona rural sem asfalto”, cravou o vereador tucano.

A solenidade de assinatura da ordem de serviços para o início das obras foi precedida de evento da Saúde, onde centenas de pessoas pude­ram receber orientações e fazer aferição de pressão, dentre outras ações coman­dadas pela equipe de saúde do município.

Você sabe as diferenças entre asfalto a quente e asfalto a frio? CBUQ x PMF: saiba quando e onde aplicar cada tipo

Muito se tem falado sobre os sistemas de asfaltamento, principalmente nos últimos meses, devida ao anúncio de uma parceria firmada entre a Prefeitura Municipal de Pouso Alegre e a AMARP (As­socia­ção dos Municípios do Alto Rio Pardo). Diante dos inúmeros questionamentos sobre a viabilidade de aplicação de um sistema diferente do convencional (a quente), nossa equipe resolveu buscar informações sobre o assunto com especialistas. Quais são as diferenças principais entre as misturas? Quando é recomendado utilizar cada uma?

Segundo informações obtidas por nossa reportagem, em pavimentos flexíveis pode ser utilizado misturas a quente ou misturas a frio. Entre as misturas a quente, a mais utilizada é o CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente). Já entre as misturas a frio o PMF (Pré-Misturado a Frio) é a mais conhecida. Em ambas as misturas asfálticas a com-posição é formada por agregados minerais (britas, pó-de-pedra, filler) e um ligante asfáltico que os unem. A clas-sificação mais comum é dividir em quente ou frio, no entanto a principal diferença é o ligante asfáltico. Este influencia os demais parâmetros da mistura. No CBUQ, o ligante CAP (cimento asfáltico de petróleo) é um produto semi-sólido em temperatura ambiente que necessita deste aquecimento para possibilitar a sua mistura com os agregados. Já para o PMF é necessário emulsionar o ligante asfáltico em água, obtendo uma emulsão asfáltica catiônica, com propriedades que permitem melhor adesividade com os agregados.

O CBUQ é produzido em uma Usina de Asfalto em processo a quente, enquanto o PMF é produzido em temperatura ambiente em uma Usina de Pré-Misturado a Frio, conhecido também como Usina de Solos, que é muito mais simples. Dotada apenas de silos de recebimento de agregados, correias dosadoras e misturador, a Usina de Solos não necessita de todo o sistema de secagem, mistura, filtragem e automação de uma Usina de Asfalto a Quente convencional.

O CBUQ é uma mistura entre agregados minerais (aproximadamente 95%) e o CAP (aproximadamente 5%). Os agregados mais utilizados são as britas e o pó-de-pedra, cuja função no pavimento é a resistência mecânica e estabilidade da mistura. Já CAP tem função de promover a aglutinação, flexibilidade, impermeabilidade e durabilidade da mistura asfáltica. O CBUQ é classificado de acordo com a curva granulométrica dos agregados que a compõe, podendo ter graduação densa, aberta, uniforme ou descontínua.

O CAP é um material termosensível cuja utilização deve obedecer sua curva vis-cosidade/temperatura. Por esta razão, é necessário muito cuidado com a temperatura de usinagem. Se a temperatura subir excessivamente há um dano as propriedades do CAP, que se oxida precocemente, alterando sua constituição e reduzindo a vida útil do material asfáltico recém produzido. O CAP é classificado de acordo com a sua consistência medida por penetração de agulha a 25°C (CAP 30/45, CAP 50/70, etc) em décimos de milímetro. A composição da mistura asfáltica em relação ao CAP utilizado e as propriedades dos agregados disponíveis em determinada obra deve ser regida por estudos e projetos específicos. O CAP é armazenado aquecido em tanques junto às Usinas de Asfalto, mantido em temperaturas entre 145°C e 155°C.

No PMF, o ligante que une os agregados graúdos e miúdos é a emulsão asfáltica, uma dispersão do CAP em fase aquosa estabilizada com tensoativos. Pode ser utilizada na mistura com agregados úmidos, ao contrário do CAP em uma mistura a quente onde há necessidade de secagem dos materiais pétreos para que haja a aderência do ligante com os agregados. Depen-dendo da origem mineral do agregado é necessário adicionar cal para que haja adesividade com o CAP.

Um período de cura para o PMF é necessário para que a capacidade adesiva do ligante seja mantida. A emulsão asfáltica pode ter inúmeras composições, classificadas de acordo com tempo de ruptura (ligante asfáltico se separa da água para aderir ao agregado), teor de asfalto e a presença de material de reforço tal como polímeros. Já o PMF pode ser classificado em mistura aberta, semidensa e densa. As PMFAs (pré-misturados a frio abertas) tem um alto teor de vazios (Vv > 22%) e tem como característica o atrito entre as partículas e uma pequena parcela de película ligante. Acrescentando material fino há uma diminuição do teor de vazios e a mistura se transforma em um PMFsD (pré-misturado a frio semidenso) ou PMFD (pré-misturado a frio denso), tendo assim seu comportamento orientado pelo mastique asfáltico, que é o material de consistência fluída resultante da mistura do agregado mineral graduado com o ligante.

Em comparação com as misturas a quente, o PMF necessita de um maior volume de vazios para que a água evapore. Há maior desgaste ao uso e envelhecimento acele-rado em comparação com o CBUQ, por estar mais sensível a ação da água e do ar. Inúmeros estudos comprovam que o número de repetições de carga para romper um corpo de prova é muito maior para um CBUQ do que para um PMF.

Alguns valores de estabilidade Marshall só podem ser atingidos pelo CBUQ. O PMF apresenta limitações para aplicação em rodovias, principalmente quando há previsão de cargas pesadas circulando sobre o pavimento. A recomendação de aplicação do PMF é ser utilizado em vias com baixo volume de tráfego e em camadas intermediárias da estrutura do pavimento, obedecendo a uma criteriosa dosagem da mistura. Pode ser incorporado polímero na emulsão, melhorando as propriedades em relação a estabilidade da mistura. Há tendência de desagregação da superfície, que pode ser protegida através de um tratamento superficial. É importante também examinar o projeto de drenagem, para que a água escoe e não desagregue o material.

Equivocadamente, o PMF vem sendo utilizado em rodovias com tráfego pesado em diversos Estados do Brasil. Embora o PMF tenha custo bastante inferior a uma mistura asfáltica a quente e seja muito mais fácil de produzir, a sua aplicação não pode substituir o CBUQ em vias de trá-fego mais pesado. Outro erro também é aplicar o PMF por espalhamento com o uso de motoniveladoras. A qualidade obviamente fica muito abaixo de um CBUQ aplicado por vibroacabadora.

Em relação a custos, o PMF é cerca de 50% mais barato do que o CBUQ, com algumas variações conforme a região do Brasil. Portanto, a questão de escolher entre um e outro depende do porte e das características da obra. Uma mistura asfáltica a quente terá qualidade e resistência superior em relação a mistura a frio. Entretanto se o PMF apresenta um traço bem projetado, com a correta dosagem e com rigoroso controle tecnológico pode ser uma ótima alternativa para vias com baixo volume de tráfego.