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Vereadores pedem que FGV seja convocada para explicar estudo e que devolva o dinheiro recebido

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O assunto do Aeroporto de Cargas e Passageiros continua rendendo na Câmara Municipal e mesmo após a visita de dois dias do secretário de Desenvolvimento Econômico Dino Francescatto os questionamentos continuam.

O mais incisivo foi o vereador Campanha (PROS) que novamente cobrou explicações sobre a mudança de local para a construção do novo aeroporto e disse querer saber para onde vai, de quem são as terras e questionou ainda porque agora o projeto se tornou viável, apresentando entrevista do prefeito Rafael Simões em jornal local no ano passado, onde o mesmo afirmava que este projeto era mal explicado e que era inviável, questionando o valo gasto.

Segundo Campanha, estranho é um projeto que anteriormente seria enterrado pela atual administração, passar a ser viável com a mudança de local. O vereador sugeriu que já que a atual administração diz que o estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas foi feito de forma equivocada, a prefeitura deve chamar a fundação para dar explicações e devolver o valor recebido aos cofres municipais.

A ideia foi compartilhada pelo vereador André Prado que também considera estranho o fato e que a FGV deve ser acionada judicialmente a devolver o dinheiro pelo serviço prestado de forma equivocada.

Segundo o secretário Dino Francescatto, de acordo com consulta feita junto ao SAC, a mudança de local não interfere na outorga já emitida pelo órgão, era só passar as novas coordenadas do novo local e que teríamos que ter uma nova autorização do DECEA, que é um órgão que cuida da parte de aviação propriamente dito, mas que não haveria muitos problemas para o obtenção desta nova aprovação.

A Engebras que é ligada a multinacional BSquare, Ernest Yong e Zenit e demonstraram interesse, mas dias depois a Enerst Yong declinou do interesse, possivelmente por acordo de confidencialidade que ela tenha com a Engebras e esta a forçou a sair do processo.

No próximo dia 1º a administração terá uma reunião com as interessadas para ouvir as propostas e escolher qual delas ou até as duas ficará responsável pelos estudos e possivelmente dentro de 3 a 4 meses o edital possa ser lançado.

Segundo o secretário, apesar da escolha do novo local ser definido pela empresa responsável pelos estudos, a administração tem um local já pré-avaliado, bastando apenas que o linhão de Furnas seja alterado para subterrâneo.
Vale lembrar que a BSquare já havia manifestado interesse no aeroporto de Pouso Alegre anteriormente e também em Uberaba no Triângulo Mineiro e posteriormente declinou do interesse. Assim sendo, caso se confirme nova desistência, apenas uma empresa estaria no páreo para realizar tais estudos.

Nesta sexta-feira, 28, os acionistas da Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), administradora do Aeroporto de Viracopos em Campinas, autorizaram a diretoria a iniciar processo de devolução da concessão ao governo, para que se faça nova licitação e a concessão seja passada para outro grupo.

De acordo com a ABV, a concessionária já investiu mais de R$3 bilhões no novo terminal de passageiros, que tem capacidade para atender até 25 milhões de passageiros/ano, ante uma movimentação que registrou apenas 52% da projeção inicial e a movimentação de cargas foi de 166 mil toneladas em 2016, ou seja, 40% do esperado.

Os valores das tarifas cobradas para a movimentação de cargas, que representa 60% do faturamento de Viracopos também foi fator preponderante para a decisão tomada nesta sexta-feira.

Levantamento do Valor Econômico informa que o aeroporto de Guarulhos também opera com queda tanto de passageiros, quanto de cargas. As concessionárias Invepar e Airports Company acumulam prejuízos e estão com dificuldades de quitar inclusive a outorga.

Não é que torcemos contra o desenvolvimento da cidade, mas diante deste quadro, fica difícil acreditar que o aeroporto de Pouso Alegre seja viável financeiramente, independente de estudos preliminares. É preciso cuidado e seriedade no planejamento, uma vez que tal sonho pode virar pesadelo ou um novo elefante branco na cidade.